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1.7.04
Mourinho, Deus e o Espírito Santo
Não é novidade para ninguém: Mourinho tem tanto de bom treinador como de refinado sacana. Os exemplos são diários. Peguemos na sua crónica de hoje n'O Jogo. Como de costume a coisa oscila entre a vaidade entremeada de sacanice - 'rotinas que penso conhecer de algum lado' - e a sacanice pura e simples - 'como por obra e graça do Espírito Santo'. Mourinho é incapaz de reconhecer mérito a outros, nomeadamente a Scolari, que nunca se vergou à sua pose de primadonna iluminada. Por isso, tudo o que de bom acontece na selecção ou é mérito indirecto seu (os jogadores, a táctica, as rotinas) ou obra do Espírito Santo. E se calhar, mesmo este, é aquele que joga no Porto, à baliza. Nos jogos da Taça ou quando Deus está lesionado...
Posted at 18:44 by pcm
Enquanto não me dedico a celebrar aqui o que ontem celebrei nas ruas, deixo-vos aqui esta ligação. Mais um que se incomoda com a inveja, a mesquinhez e a mentira. Nunca serão demais.
Posted at 17:08 by pcm
30.6.04
Um que continua com dificuldade ao engolir
Nos Brandos Costumes já foi tudo dito. Curto e bem. Não resisto, porém, a acrescentar umas linhas. Há muitos hipócritas despeitados a torcer, baixinho, pelo insucesso da selecção. Vivem na esperança de que a realidade venha a dar razão às suas críticas sectárias e mal-intencionadas . Mas se - azar - Portugal tiver sucesso (e já teve muito mais do que eles queriam ou esperavam) podem sempre atribuir os méritos aos jogadores do Porto, 'que nunca se enganam'. Ganham sempre, portanto. Pelo meio, para provar a tal infalibilidade (a sua e a dos tais jogadores) deturpam tudo. É assim, por exemplo, que encontram uma forma extraordinária de quase ilibar Costinha no 1º golo da Inglaterra, para atirarem as culpas todas, mais uma vez, para as mãos de Ricardo. Dizia-nos ontem o Miguel Sousa Tavares - em mais uma das suas crónicas capciosas e torpes n'A Bola - que não vai poder ver a final de domingo, pois vai estar fechado num avião a caminho do Brasil. Que pena! Vai em trabalho, diz ele, com compromissos marcados. Pois. Pudesse estar na final o seu clube (como pode estar Portugal) e haviam mesmo de conseguir metê-lo dentro de um avião. Não é desinteresse ou má-vontade; é "uma coincidência". Pois, desta vez, para variar, dedicou-se a enaltecer os jogadores do Porto e cascar em todos os outros. E, para rematar em estilo, resolveu arrear no Ricardo. E como? Acabando a crónica com uma análise científica ao penalty que ele marcou (o pior penalty da história, ao que parece) que me quase me fez sentir culpado da alegria que senti quando a bola entrou na baliza inglesa. (Porque um penalty, um golo, assim tão mal marcado, não deveria fazer-nos felizes, pois não?) Pelo meio ainda ficamos a saber - e como é que se há-de levar a sério este gajo, a falar seja do que for, se é rara a vez em que não deturpa os factos? - que em 2000 Nuno Gomes marcou 2-dois-2 golos no Europeu!... Estaria o infeliz num avião no dia do Portugal-Turquia? E para onde iria? E se ele fosse para... PS - Uma coisa já conseguiram que muito deve alegrá-los: estes serão certamente os últimos jogos de Figo pela selecção.
Posted at 18:00 by pcm
28.6.04
Faltam dois dias para a meia-final e só agora me posso dedicar ao jogo com a Inglaterra. Vai por tópicos para ser mais rápido (será?): 1. O estádio. Os estádios - como os outros lugares - precisam de tempo para se imporem no imaginário das pessoas, para que nelas se crie um espírito do lugar. Um genius loci. Ao novo estádio da Luz - que é um extraordinário estádio de futebol - falta-lhe muito para poder ser encarado, venerado, como o velho Estádio da Luz. Faltam-lhe vitórias e faltam-lhe histórias. Coisas que levam muito tempo. A homenagem a Feher foi a primeira história (triste) do novo estádio, o primeiro momento que relacionou as pessoas com o lugar. A vitória sobre a Inglaterra, com a sua dimensão 'épica', foi a primeira a marcar definitivamente a nova luz na nossa memória. No fim dos 90 minutos recebi um sms da minha irmã - que, como eu, estava no estádio - que dizia "Inesquecível! Aconteça o que acontecer." E foi, e será, de facto inesquecível. Para todos os que viram (sobretudo os que viram LÁ). Portugueses ou ingleses. Ou franceses. Ou alemães. Ou... 2. É um velho sonho meu: juntar o meu gosto pelo futebol, pela cultura inglesa, pelo futebol inglês e pelo espírito do futebol inglês, vendo um jogo em Inglaterra. Até hoje espero que um dia aconteça essa tarde de sábado. Mas na quarta-feira passada estive lá perto. Embora nunca me houvesse passado pela cabeça ver esse jogo em Portugal, no Estádio da Luz... 3. Eram imensos ingleses. Seriam 60%? (Só quando Portugal marcou tive a sensação de que poderíamos ser tantos, ou mais, que eles). Fosse como fosse, eram imensos. E encheram o estádio de bandeiras, estandartes e cânticos. "God Save the Queen", "Rule Britannia", "It's coming home!" e o recorrente "Ingaarrland-Ingaarrland-Ingaarrland". E a coisa é tão contagiante que um gajo, se estiver distraído, põe-se a cantar com eles... 4. No sítio onde vi o jogo - 4º anel, alinhado pela linha de fundo, na baliza dos penalties, do lado para onde Beckham rematou o dele - estavam sobretudo ingleses. Acima de mim, e dos dois amigos com que vi o jogo, estavam 4 ingleses com ar de potenciais hooligans, que passaram o jogo a invectivar os jogadores portugueses (sobretudo o Ronaldo e o Deco, quando caíam) com um expressivo "You fookin' wanka!". Trocámos umas indirectas sem nos olharmos. Antes dos penalties, trocámos apertos de mão, civilizadamente. Retiraram discretamente. Do nosso lado direito estavam dois franceses, a torcer, evidentemente, por Portugal. Apesar de não ter trocado com eles mais do que umas palavras e uns festejos, posso garantir que um deles é seguramente um dos mais inteligentes franceses que já conheci: trazia consigo uma velha, enorme e belíssima bandeira do Benfica, que fez questão de agitar na comemoração da vitória. Atrás e à esquerda estava um quarteto de alemães e uma família de suecos. A torcer por Portugal. Do meu lado esquerdo estava um emigrante português acabado de chegar dos Estados Unidos e disposto a ficar até à final. Dificilmente, porém, nos encontraremos lá: não tenho bilhete. 5. O jogo. Foi extraordinário. Tirando o disparate de Costinha (apesar de ainda haver uns fanáticos que atribuem culpas ao Ricardo nesse golo!) e o descontrolo dos vinte minuto seguintes - nunca vi tantos erros, dos dois lados, como nessa primeira parte - Portugal dominou claramente o jogo. A Inglaterra, devido às fraquezas próprias e à tibieza do treinador, passou o jogo (como fez contra a França) a ver se aguentava o 1-0 e se safava num contra-ataque ou num canto. Resultou uma vez, no 2-2. Depois tiveram o mereciam. 6. As figuras (para além de TODOS os outros). - O Ricardo Carvalho que fez (mais) um jogo absolutamente extraordinário. Gostei muito do corte in-extremis, que rematou com gritos e gestos de incentivo ao Vassel: "corre! corre!"; - O Maniche que jogou que se fartou (e acreditem que não me é nada fácil elogiar o cara de morcego); - O Postiga. Pelo golo e pelo penalty que me ia matando. E por ter calado os ingleses que estavam à minha volta, que se começaram a rir quando o seu nome foi anunciado como o substituto de Figo; - O Rui Costa. Que deve ter coberto de vergonha (se é que sabem o que isso é) os idiotas que assobiaram no último jogo com a Rússia, e todos os que, cheios de má-língua e ingratidão, não se cansam de conspirar contra ele. Grande golo, grande exibição, e que se lixe o penalty falhado; - O Scolari. Para os (mesmos) idiotas facciosos que ainda tinham dúvidas aí está a prova derradeira: é um grande treinador. Grande leitura, arrojo, grandes substituições. Percebe-se tão bem o medo que tinham de que fosse para o Benfica...; - O Ricardo. Épico. Fez uma grande defesa a um remate do Owen e tornou-se um herói nos penalties. Calou, de vez, a seita do Baía. E até a mim me vai obrigar a umas quadrinhas (pois se até o chefe da seita - que vergonha! - agora desdiz tudo o que antes disse...); 7. O público. Apesar de aparentemente minoritários, os adeptos portugueses portaram-se, desta vez à altura. Não digo que tenham ganho o despique - era muito difícil - mas não o perderam. E daí, talvez tenham ganho. Nos penalties...; 8. Os merdosos - que sobram sempre alguns. O pessoal dos jornais, que gosta mesmo é de arranjar merda (acho que já desenvolvi o tema noutra ocasião), perante uma vitória e celebração tão incontestável resolveu fuçar fundo: primeiro foi o Rui Costa ("não parece muito entusiasmado com esta vitória...") depois o Nuno Gomes ("qual é a sensação de pela primeira vez envergar a braçadeira?") e finalmente o Figo. Até, mais uma vez, o Scolari os mandar calar; 9. Uma coisa lateral, menor, mas que se relaciona com o ponto anterior. Li no jornal do dia seguinte que Mourinho, em declarações à Chelsea TV, dissera que ia ver o jogo dividido (!?), por estar ligado às duas selecções (!?). Não sei bem como classificar isto. Mas é uma coisa menor, de facto; 10. Os ingleses, sobretudo os tablóides, protestam o 'golo' anulado a Campbell. Patéticos. Nem todos, porém. Vejam o que dizem estes. Ou este.
Posted at 13:09 by pcm
25.6.04
Há tanto a dizer sobre o épico jogo de ontem, que só posso dedicar-me a ele amanhã, sábado (outros deveres chamam). Entretanto, para não desapontar totalmente as visitas, deixo uns aperitivos. 1. A descrição do jogo, minuto a minuto, no Guardian. 2. E - com particular dedicatória para dois amigos meus que ontem, por entre festejos, discutiam os méritos e deméritos de Eriksson - duas visões inglesas sobre o destino ideal para o homem (também do melhor jornal inglês): O que acha que ele deve ser corrido e o que acha que ele deve continuar. 3. E ainda duas imagens - o primeiro e o último - para quem não lê inglês: 
Posted at 18:17 by pcm
23.6.04
[Não sei quem é, mas tenho um leitor fiel em Itália. Como certamente não será italiano, não posso imaginar qual terá sido a sua reacção perante a 'tragédia' de ontem. Seja como for espero continuar a receber as suas visitas:] 1. Já há dias expliquei o prazer que me dão as derrotas italianas. A de ontem foi particularmente saborosa. O mais sádico dos argumentistas não faria melhor. Não foi só a concretização do adivinhado/temido/desejado empate a 2 entre Suécia e Dinamarca, foi o pormenor do empate sueco no último minuto e, sobretudo, o do golo italiano na última jogada do jogo. Os escassos segundos entre a euforia e o desespero. Entre o extraordinário remate de Cassano e os festejos inúteis a caminho do banco. Quase que dava para ter pena deles. Claro que agora não se contêm, a arrogância transforma-se em insulto, o presidente da federação italiana diz que o jogo entre os nórdicos foi uma "farsa". Eu que vi o jogo (fiz zapping permanente), lembro-me de pelo menos 100 jogos envolvendo equipas italianas a que a palavra 'farsa' se aplicaria com muito maior propriedade. A eliminação assenta-lhes tão bem como os fatos impecáveis que vestem.  2. Depois do fracasso das minhas primeiras previsões (tinhas toda a razão, LL) devo chamar a atenção, com mais orgulho, para a sua segunda edição, relativa aos apurados para os quartos: acertei os três primeiros pares e falhei a República Checa. Meia hora antes de começarem os jogos finais do grup D arrisco o último palpite: também passa a Holanda.
Posted at 19:09 by pcm
Saí de casa, após os jogos da noite, e apanhei no rádio do carro esse monumento da rádio portuguesa que se chama Bancada Central. É o típico programa de rádio português: redondo, cheio de si, cheio de comprazimento; em que o pessoal, que se conhece todo (são sempre os mesmos), se junta em descentralizadores jantares de confraternização, e em que toda a gente partilha - por entre as desavenças clubísticas - o mesmo moralismo agoniante, as felicitações mútuas e as réplicas, a mesma conversa podre. O programa é a enésima reencarnação radiofónica do espírito piquenicão. As intervenções dos ouvintes começam, invariavelmente, por um cumprimento familiar ao moderador ("Como está o senhor, Sr. Fernando Correia?") a que se segue uma resposta no mesmo tom (Eu estou bem, obrigado. E como está o meu amigo Aurélio Santos?"). É o tom de alguém que não precisa que o ouvinte se identifique, porque reconhece a voz de quem está do outro lado da linha, e que, provavelmente, até já terá tido oportunidade - num desses encontros de convívio - de ver as fotografias de família que o Santos Aurélio traz na carteira. Um terrível enjoo. A emissão de hoje era, porém, diferente. O senhor Fernando Correia não estava ao leme, e havia uma série de convidados em estúdio que, aparentemente, tinham que obedecer à condição de ser adeptos do fêcêpê. A saber: Manuel Serrão, Guilherme Aguiar e o editor de desporto do JN, creio que Fernando-qualquer-coisa-Marques. Não consegui identificar o moderador (a palavra não é a mais adequada) pela voz - definitivamente não dou para ouvinte da coisa - mas tenho a certeza que é, de todos, o que tem o número de sócio mais baixo da dita colectividade. Um vómito. O pretexto era apreciar (a palavra não é a mais adequada) a selecção nacional e antever o jogo de quinta. O propósito pretendido era óbvio: cascar mais no Scolari, enaltecer as qualidades do Porto (dos jogadores, do Mourinho, do presidente, do raio que os parta) e chegar à conclusão óbvia de que eles é que têm razão, o Scolari é uma besta, e têm é que jogar todos os jogadores do Porto (e não esquecer de mencionar os que não estão mas, claro, deviam estar: Baía, Pedro Mendes ...) Devo confessar o Serrão ainda me surpreendeu: quando perguntado pela equipa ideal para quinta-feira, ainda se atreveu a dizer que não via razão para substituir o Miguel, que manteria o Nuno Gomes mesmo que o Pauleta não estivesse castigado e que, hesitava, talvez pusesse o Simão em vez do Ronaldo! O homem do leme ia tendo uma coisa: então mas o Paulo Ferreira não é melhor? ("é, mas falhou, e o Miguel tem cumprido e ataca melhor") mas não devem jogar sempre os melhores?("sim, se o critério for esse deve jogar o Paulo Ferreira, mas...") E o Nuno Gomes mereceria jogar se o Pauleta...? E continuaram assim, até as respostas baterem todas certas com o guião. Quando começaram a elogiar o Tiago, "grande jogador", não aguentei mais: parei o carro, abri a porta e, de uma só vez, o Serrão, o Paulo Ferreira, o inquisidor, o ex-director-executivo, o amigo Aurélio Campos, a concentração da Mealhada, a "emissão especial da bancada directamente de Ermesinde", o senhor Fernado Correia, toda essa cambada central - e mais o que comi ao jantar - ficaram espalhados, com estardalhaço, numa repugnante poça, no lancil do passeio. PS - É, claro, um movimento concertado. O Simão já foi proscrito. O Nuno Gomes, é pena, mas - pelo menos para já - não vai dar: tem o hábito irritante de marcar golos decisivos. Há que esperar então que o Miguel falhe um passe (e até pode ser num treino de futevólei) para exigir o regresso do Ferreira. A verdade é que o lugar até pertenceria ao Ferreira se ele tivesse jogado coisa que se visse no jogo com a Grécia. Em vez disso entreteve-se a fazer passes para os adversários (o do golo foi à segunda tentativa) e, sobretudo, a cortar-se de entrar a sério nos lances. E é fácil perceber porquê: só ontem é que foi ao iate do patrão assinar o contrato. Não convinha, portanto, magoar-se. Se tivesse jogado assim antes do Euro nem tinha era sido convocado. Mil vezes o Miguel, portanto. É preferível um defesa 'sem categoria' do que um sem honra ou com medo. PPS - A equipa para o jogo com os ingleses, então: Igual à que propus para o jogo com a Espanha com o Simão em vez do Ronaldo. Só para chatear. (E para haver lá alguém que para marcar o golo de livre com que vamos ganhar o jogo.)
Posted at 01:36 by pcm
21.6.04
A vitória não deve fazer esquecer algumas coisas: - que há quem, como disse Figo, tenha o champanhe guardado à espera de uma derrota da selecção de Scolari; - que entre os que comemoram a vitória há quem não não se canse de distinguir, debaixo da camisola da selecção, as riscas verticais azuis e brancas (leia-se o Bruno-dragão-de-Prata, ouça-se o fórum da TSF, ou, se tiverem estômago, a inenarrável Bancada Central na mesma desconselhável sintonia); - quem vá sempre dizer que, se perdermos, foi porque Scolari não ouviu; se ganharmos foi porque Scolari se rendeu; - e, já agora, estes mesmos 'patriotas' são os que se escandalizam por haver portugueses (como se demonstra, mais portugueses do que eles) que não torcem pelo Porto nos jogos internacionais. Para todos esses, e para relembrar, reproduzo a capa d'O Jogo, originalmente dedicada aos espanhóis, mas obviamente extensível a todos os miseráveis cúmplices . 
Posted at 15:58 by pcm
É bom. A equipa que 'propus' foi, afinal, aquela que entrou na segunda parte para ganhar o jogo. Embora, verdade seja dita, tenha sido na primeira parte (meia-hora) que Portugal foi mais (im)pressionante. Mas foi sempre, durante todo o jogo, uma grande equipa, como há muito tempo não era. Ontem foram todos grandes, com excepção de Pauleta (outra vez) e de Ricardo porque pouco teve que fazer (uma excelente saída com os pés e uma terrível saída em falso). Mas dentro do extraordinário há que destacar Deco, Costinha (apesar do falhanço incompreensível na cabeçada mais fácil), Nuno Valente, Jorge Andrade e Ricardo Carvalho (que portento!) E depois, claro, Nuno Ribeiro (dito 'Gomes'). Sei que há muito quem não o aprecie, mas, ele teima em provar o seu valor. É um grande jogador. Ontem três jogadas servem para resumir as suas qualidades: a visão e sentido colectivo do jogo no passe (extraordinário) para o quase-golo de Maniche; o domínio de bola (dá sempre a estranha sensação de jogar in-extremis, ganhando a bola com a biqueira) que deu para passar a defesa espanhola e quase fazer o segundo a Casillas; e o repentismo e colocação do remate decisivo num golo que é irmão dos que marcou este ano em Milão ou Aveiro e primo do que marcou em 2000 à França. Grande Golo! Depois há uns patetas que lhe chamam 'menina' ou 'amélia' e que implicam com o cabelo e com a fita no cabelo, e que se esquecem que quando é preciso, quando os jogos são a doer, o homem aparece lá, sem medo de arriscar. De acertar. E que já lhe devem parte substancial dos melhores momentos da selecção. Também por isso, foi bonito e merecido que tivesse acabado o jogo com a braçadeira de capitão. 
Posted at 15:40 by pcm
18.6.04
Será isto a célebre fúria Espanhola? Finalmente tornou-se claro para toda a gente - sobretudo para os cúmplices jornalistas portugueses - que para a Espanha vale tudo. Os episódios que visavam desestabilizar a nossa selecção eram só o início duma campanha vergonhosa que passa, agora, pela pressão sobre o árbitro e sobre a UEFA, e pelas mais incríveis 'notícias' publicadas nos jornais desportivos espanhóis . Não precisava de nenhuma motivação extra mas, cada vez mais, espero que no domingo se lixem! JODER! A propósito aqui fica a minha equipa para Aljubarrota XXI: Ricardo Miguel Ricardo Carvalho Jorge Andrade Nuno Valente Costinha Maniche Deco Figo Cristiano Ronaldo Nuno Gomes
Posted at 13:09 by pcm
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