SANDES de COURATO

Entremeada, bifanas e mines. E, aqui e ali, uma ou outra posta de pescada.





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5.12.04
Eloquência

A juíza Ana Cláudia Nogueira decidiu ainda proibir o empresário de frequentar o «Estádio do Dragão ou qualquer casa de alterne onde se pratique prostituição», bem como de se ausentar do país, tendo mesmo sido obrigado a entregar o seu passaporte na secretaria do tribunal até segunda-feira.
António Araújo ficou ainda proibido de contactar Pinto da Costa, Augusto Duarte, Jacinto Paixão, José Chilrito, Manuel Quadrado, Pinto de Sousa e Francisco Costa e «ainda quaisquer outros árbitros de futebol, dirigentes do FC Porto e da SAD do FC Porto, bem como mulheres que se dediquem à actividade de alterne e de prostituição».

Em dois parágrafos a eloquente juíza explica tudo. Sobretudo quando junta na mesma frase aqueles que - como há muito que se sabe - convivem amiúde: árbitros de futebol, dirigentes do Porto, e mulheres da má vida. Normalmente as histórias passavam por Reinaldo Teles e pelas suas casas de alterne, e pela corrupção moral e chantagem sobre os árbitros. Mas a digníssima juíza resolveu ser mais gráfica, resolvendo tornar equivalente aquilo que de facto se equivale: "o Estádio do Dragão ou qualquer casa de alterne onde se pratique prostituição". Brilhante.

Quase tão explícito foi aquele adepto, interpelado à porta da casa de alterne onde se preparava para assistir à derrota do Porto frente ao poderoso Beira-Mar:"Se não o apanharam no passado, porque é que iam agora encontrar alguma coisa?"

Posted at 11:25 by pcm
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2.12.04
Novas notícias de Palermo (doce ilusão)

Um - ex-presidente do Sporting - que aturdido e com estrondo caíu do poleiro, vendo-se por momentos reduzido à sua patética dimensão.
Outro - (ex-?)presidente do Porto - devidamente "localizado e notificado". E mais quatro cúmplices - dos gordos e fiéis - detidos para serem ouvidos.

Bem sei que, como de costume, isto não dará em nada. Mas ao menos, por dois ou três dias, temos a fugaz ilusão de viver num país decente. Onde os incapazes não podem governar e os corruptos vão para a prisão.

Um país onde faria escândalo e longa carreira a resposta de Mourinho (que os conhece tão bem!) à pergunta do Expresso sobre o porquê de levar (cinco!) seguranças na sua próxima visita ao Porto:

"Se você fosse a Palermo também levava..."


Posted at 18:55 by pcm
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16.11.04
Voltei?

Parti para férias (há uma data de meses) com a intenção - expressa no post anterior - de não me afastar muito.
Depois voltei de férias (há uma data de meses) e não me apeteceu continuar. Isto de escrever sobre futebol - pelo menos em Portugal onde todos os dias acontece uma estupidez minúscula qualquer - dá imenso trabalho. E cansa. Vai daí, pensei que o melhor seria estar quieto.
E, para não me tentar, tenho evitado até ver se há comentários ou algum tipo de feedback residual. Até hoje. Vim espreitar - com desastrosas consequências como se vê - e verifiquei que, apesar da sua total imobilidade, o blog continua a ter visitas, numa média pobrezinha mas constante. Talvez alguns fiéis inconformados, que persistem por inércia, ou, mais provavelmente, visitantes enganados por algum resultado traiçoeiro duma pesquisa qualquer no Google.
Seja como for, achei que devia a esses visitantes duplamente enganados uma explicação qualquer. Aqui está: tenho tido muito que fazer e isto exige tempo.
Ainda assim, pode ser que um dia destes me apeteça voltar a falar de futebol.

Abraços,

p.

PS - Por exemplo: (sobre uma coisa que se passou aqui há tempos, mas cujas consequências perdurarão durante muito mais:) a questão não é saber se foi golo, ou se o árbitro viu ou podia ver. A resposta a essas questões é tão óbvia como irrelevante. A única coisa que interessa é que se fosse ao contrário - se os papéis estivessem invertidos, se o jogo fosse , e se o remate fosse da autoria da equipa da casa () - o árbitro via, o auxiliar também via, toda a gente via (como toda a gente viu) e não se falava mais nisso. Ou alguém tem dúvidas?

Posted at 17:07 by pcm
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16.7.04
SMS

Caros leitores,

Retiro-me para férias. Não vou para longe. Na verdade ficarei perto de mais. O suficiente para vir cá com uma frequência excessiva. É possível, portanto, que nos próximos dias ainda consiga servir uma ou outra sandes de courato. Para além disso também vou experimentar as vantagens da tecnologia: mandar postas de pescada por SMS. A ver se consigo.
Até breve.

Posted at 14:25 by pcm
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15.7.04
Um sportinguista à mesa 2! Depressa!

Hoje acabei a tarde a beber umas imperiais e a comer uns tremoços, com uns amigos, num café aqui da zona. E acabei as imperiais e os tremoços no meio de uma discussão surreal com um benfiquista, acólito obliterado de Vale e Azevedo, que lá vive. O senhor tem certamente uma idade respeitável e uma história de benfiquismo muito mais longa que a minha, mas depois de ouvir tantas barbaridades não consegui evitar exaltar-me. A conversa acabou - para sempre - quando o ouvi dizer que o V.A. era mais merecedor de uma estátua do que o Eusébio. Nesse momento dei por mim a desejar a aparição repentina do mais fanático dos sportinguistas, ou do pai-de-santo do culto Baía.
Em suma, de um anti-benfiquista qualquer, mas que não fosse do Benfica.

Posted at 00:05 by pcm
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14.7.04
Silly season

[Intro:
Vale tudo para manter o ritmo. Sobretudo quando os leitores - viva! - o exigem (ver comentários ao post anterior). Tudo é legítimo, portanto. Até um lugar-comum deste tamanho: ir à boleia da estafada 'silly season'. Nada de original, portanto.
Tomem isto então, por gentileza, à laia de silly reason*.]

Bom.
Fazem parte das patetices sazonais que configuram esse lugar comum, os inquéritos, as respostas aos inquéritos, e os comentários sobre os inquéritos. Como este.
Nos jornais (e agora nos sites) desportivos a coisa tem outras nuances. São os treinos, as massagens, os banhos na piscina, as declarações de ambições e intenções, as renovadas juras de fidelidades, os números nas camisolas, as crónicas paternalistas, os devaneios dos cronistas, os emigrantes, os equipamentos, os cozinheiros, as magníficas condições do hotel, os 'bilhetes de identidade', os 'bilhetes postais', etc, etc. E a música preferida, a comida preferida, o carro preferido, etc, etc, etc.
A cobertura do estágio do Benfica não foge à regra. E por maioria de razão - mais leitores, mais cronistas, mais emigrantes, etc. - é até o melhor exemplo do género.
Este ano o herói é Trapattoni. A sua forma física e o seu esforço para falar português.
Eu - claro - embarco na onda. Nunca compro tantos jornais desportivos como na chamada pré-época. E papo a coisa toda. E, também eu, que me tenho farto de aqui perorar contra o calcio-cínico, já estou rendido ao Trapattoni. Nada de original, portanto.
Vem isto a propósito duma sondagem (pois...) do Mais Futebol sobre o destino do Trap à frente do Glorioso. Irá ele

1. Arrasar?
2. Ganhar?
3. Equilibrar?
4. Decepcionar?
5. Irritar?
6. Ser despedido?

Acreditem que cheguei a meditar mais de seis seguntos sobre a magna questão. E apesar da estação, ou por causa dela, todas as hipóteses me pareceram igualmente dignas de consideração. Às tantas dei por mim a pensar que o homem tem pinta para fazer o pleno.
E que se o fizesse pela ordem certa (3-4-5-2-1-6, p. ex.) eu já ficaria todo satisfeito.


[Outro:
*há anos que ambicionava usar esta rima: season/reason. Também não é nenhuma originalidade. Já teve inúmeras versões, pertencendo a minha preferida a uma das suas mais belas e injustiçadas canções dos Echo and the Bunnymen, 'The Game':
"Everybody's
got their own good reason
why their favorite season
is their favorite season

Winter winners
and those summers sons
aren't good for everyone
aren't good for everyone
Spring has sprung
and autumns well done
so well done"]

Posted at 23:41 by pcm
Comentários (1)

11.7.04
Finalmente

[Andam por aí uns patetas felizes. Tristes e pobres patetas. A tentarem convencer-se de que o percurso da selecção não foi, apesar da derrota na final, um feito fantástico. E que a derrota final é de alguma maneira, um triunfo (?) seu. Derrotados que foram na esperança e na convicção de que a selecção soçobrasse na 1ª fase, não só tiveram que engolir triunfos sucessivos e exaltantes, como – muito pior – tiveram que assistir às vitórias que mais lhes custaram: a da extraordinária empatia de um homem que desprezam e denigrem com um país; a de um guarda-redes que maltrataram transformado em herói; a de dois jogadores difamados que demonstraram, mais uma vez, a sua dimensão e dignidade.
Apesar da derrota e da enorme tristeza, vale-nos assim a grande alegria de que desta vez não ganhou o portugal minúsculo, mesquinho, maldizente e invejoso. Portugal perdeu com a Grécia, é certo. Mas ganhou imenso. Porque triunfou sobre esses pobres patetas. Derrotámos os merdas.]

Pontos prévios

1. O Euro foi fantástico. O futebol. Os adeptos. A transfiguração do país, das cidades, das pessoas.
A organização foi quase perfeita. A única crítica que ouvi/li foi à (falta de) sinalização nas estradas e ruas. Porque será que não me admiro?

2. Tudo acabou há já uma semana, e ainda sinto uma nostalgia só parecida com os dias pós-Expo. Faltam jogos, adeptos, buzinas, bandeiras, cânticos. O que é que se faz agora?

3. Um sintoma dessa nostalgia colectiva, e uma espécie de negação do luto, são as bandeiras que perduram nas janelas. Ninguém quer ser o primeiro a render-se.
(Sobra uma dúvida: será que o Bruno Prata e o resto da milícia já arrearam as suas? Vistas daqui dir-se-iam azuis e brancas. Seriam da Grécia? Ou serão os gajos monárquicos?)


Ponto FINAL

1. Na final confirmou-se o que eu temia. A equipa grega é um cruzamento da pior (mais eficaz) Alemanha, com a pior (mais eficaz) Itália. Para pior. Ou seja, para mais feio e mais eficaz. É impressionante como não erram e aproveitam o mínimo erro alheio. Horrível.
E pensar que na Grécia se definiu o Belo. Horrível.

2. É tão evidente agora – mas também é fácil, não é? – que eram preferíveis os checos. Ainda para mais sem Nedved…

3. Portugal jogou pouco. Jogou o suficiente para merecer outro resultado, mas não o suficiente para o conseguir. Os jogadores que podiam ser decisivos não fizeram o que se esperaria. Figo, desinspirado e cansado; Deco, desinspirado e bem marcado; C. Ronaldo, desinspirado e inconsequente; Pauleta, desinspirado e impotente. Houve ainda o azar, talvez decisivo, da lesão de Miguel (mais uma vez a fazer um belo jogo) que inviabilizou uma substituição necessária mais tarde (Ronaldo por Simão?).
É difícil destrinçar onde acaba o demérito português e começa o mérito grego, mas, a certa altura, parecia haver uma reprodução nas bancadas do que se passava no relvado: uma primeira parte indiferente, com os gregos a ganharem confiança; um longo período após o golo em que parecia que eram eles 45000 e nós 15000; e uns minutos finais em que conseguimos finalmente responder. Em desespero e sem resultados.

4. Costinha voltou a ser o MÁXIMO CULPADO do golo adversário. Não foi o único mas foi o primeiro. Primeiro porque se deixou antecipar pelo jogador grego, depois porque impediu o Ricardo Carvalho de ir à bola. É evidente que não seria necessário apontá-lo a dedo, mas torna-se urgente quando, mais uma vez, se ouvem pessoas a apontar o primeiro dedo ao guarda-redes Ricardo. Porque se desta vez – ao contrário do que aconteceu no golo do Owen – ele deve partilhar as responsabilidades, atribuir-lhe a responsabilidade máxima só por desonestidade e má-fé. Infelizmente abunda.

5. Claro, já se sabe, com o Baía tudo podia ter sido diferente. Podia ter sido diferente (ou seja, podia ter sido golo) o lance que Ricardo defendeu na primeira parte, numa extraordinária saída com os pés. Ou podia nem ter sido. Podia nem ter tido a oportunidade de fazer tal defesa (ou de deixar entrar tal golo) porque tinha comido o costumeiro chapéu no jogo da meia-final. Por exemplo. Ou podia não ter chegado a experimentar o chapéu, porque tinha resolvido presentear a Espanha com um dos frangos com que se celebrizou na baliza da selecção, como aquele patético na Irlanda ou como o do absurdo bailado num cruel 2-2 na…Grécia. Por exemplo. Podia. Ou não podia? Ou, honestamente, não sabemos se podia? Ou só sabemos se for contra o Ricardo, e a favor do Baía?

6. O melhor jogador português da final foi… Rui Costa. Nos escassos minutos que jogou (muito menos do que os que deveriam ter sido), fez dois passes extraordinários que o C. Ronaldo desperdiçou, e pôs a equipa a mexer em frente à área grega, criando finalmente algum perigo. Só lhe faltou a inspiração final de um remate como o do golo à Inglaterra. Mas isso faltou a todos.
No seu último jogo pela selecção, Rui costa mostrou que ainda faz muita falta. Qualquer um dos cúmplices na campanha abjecta que contra ele foi feita - e que ainda tenha uma réstia de honestidade e perceba um bocadinho de futebol – deve agora reconhecê-lo. Se para além desses dois atributos também tiver uma espinha pode aproveitar para a dobrar e pedir desculpa. Se não, o melhor é retirar-se discretamente. Rastejando, como de costume.

7. Balanço (com uma bandeira pendurada):
- Melhor jogador do Euro2004: Maniche
- Melhor treinador: Scolari (recuso-me a premiar o cinismo do alemão-grego)
- Melhor equipa: a Grécia? (hélas!)
- Melhor futebol: República Checa e Portugal
- Melhor(es) jogo(s): Portugal-Inglaterra e Holanda-República Checa
- Melhor(es) golo(s): Rui Costa (Portugal-Inglaterra) e Maniche (Portugal-Holanda)
- Melhor(es) momento(s): os ‘dois’ penalties de Ricardo na vitória sobre a Inglaterra

8. Para terminar deixo duas perguntas retóricas (parafraseando o LL na primeira, e o Inimigo Público de sexta passada na segunda):
a. Se a derrota do primeiro jogo com a Grécia se deveu à ‘presença obrigatória’ do Rui Costa e ‘ausência criminosa’ dos jogadores do Porto (pois, pois, esqueçamos o Paulo Ferreira. Ou o Costinha. Ou o Maniche); a do segundo jogo com a Grécia dever-se-á à ‘presença obrigatória’ dos jogadores do Porto ou à ‘ausência criminosa’ de Rui Costa ou Nuno Gomes?
b. Se - como muitos, incluindo o próprio, sugeriram - as vitórias que se sucederam a esse descalabro inicial, se deveram em grande parte a José Mourinho, às suas tácticas, aos seus jogadores, às suas rotinas, será que devemos agora atribuir-lhe as culpas da derrota da final?

9. A resposta a ambas as questões é seguramente SIM. Se a mente for tortuosa e parcial. Se se tiver o hábito de cultivar hipóteses sinuosas e inverificáveis do género das que garantem que com outro guarda-redes a bola não entrava.

10. A resposta a ambas as questões é evidentemente NÃO. Do mesmo modo que não se pode afirmar, com toda a certeza, que se em Portugal não houvesse tantos merdas invejosos, tínhamos ganho o campeonato. Ou pode?

Posted at 23:35 by pcm
Comentários (10)

9.7.04
É só mais um bocadinho...

Acabei de deitar fora um extensíssimo texto que poria termo ao meu silêncio. Para além da impossibilidade de o reconstruir, tenho agora que arranjar coragem para recomeçar do zero.
Fica a certeza, porém, de que o primeiro era - claro - muito melhor...
Até já.

Posted at 16:40 by pcm
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8.7.04
um alibi...

[Pergunta a repórter ao ministro, a propósito da gravata-amuleto do Durão: "e essa gravata também é um alibi?"]

A ausência é tão prolongada (sobretudo tendo em vista o que entretanto se passou) que a desculpa tem que ser grande. A razão é só uma: trabalho. Não sei se chega, mas é o que há. Entretanto, à laia de compensação e de auto-punição, deixo-vos um mail/protesto que recebi de um leitor amigo, de um amigo leitor. Obrigado, Luis Lima. Aqui vai (e já me tira muito assunto):

"Que BLOG nojento! Isto não é só cativar (vidé 'O Principezinho', S.E.) com a qualidade da retórica ou sobretudo com a qualidade da opinião (pelo menos para mim) e depois cagar!
Sim! Quando NÓS, esta 'imensa minoria', mais desesperamos pela nossa dose habitual de lucidez fanática (ou será que é ao contrário?), tu...BALDAS-TE!!!
Haja responsabilidade, haja decência!
Assim, vejo-me obrigado a "ajudar-te" a escrever qualquer coisa, tipo tópicos ainda não abordados:
Então é assim:

1º - Aquela equipa, tão pouco "Scolariana" equipa (porque feita apenas por todos os críticos e à qual o
brasileiro apenas deu o braço a torcer) fez mais do que a do primeiro jogo? Mais, o grande culpado do golo grego não é o mesmo do 1º golo inglês? E o grande responsável da melhoria da qualidade do nosso futebol não foi o considerado, por toda a gente (quase toda) o grande coveiro do jogo inaugural? Se o Europeu só agora estivesse a começar, teriamos TODA a imprensa a clamar "Rui Costa e mais dez!!!"?
...e o teu Blog mudo!

2º - Mais injustiçados: Simão e, sobretudo, Nuno Ribeiro.
Depois dos jogos com Espanha e Inglaterra, o que lhe fizeram não foi mais ou menos o mesmo que fizeram ao R. C. (mas ao contrário!)?
E ao Simão? (Embora eu aqui ache que a culpa é mais... das circunstâncias)

3º - Maniche. Se bem entendi tudo (eu que sempre defendi o caradeqqcoisaquetulhechamasteeeujánãomelembro' ) e que conheço ex-profs dele (obviamente do ciclo, ele nunca poderia ir mais além!), acho uma parvoíce dizer-se "o quase não convocado"!
Não deve ser fácil 'domar' o puto estúpido! Quem já foi prof 'sabe do que eu estou a falar!'
Foi domado, não foi?
E se jogou!

4º - Se há um vencedor nesta selecção: Ricardo.
Eu sei, há mais e melhores. (Obrigado Chico B. de H. por uma merda de uma frase que me minou a confiança juvenil durante... toda a vida!)
Mas nenhum teve um fantasma tão contínuo como ele.
será necessário nomeá-lo?... Pistas: tem vários nomes.
tem vários defensores (em nome de uma liberdade só deles). confunde-se com "TODA A GENTE que entende de futebol". ... só mais uma: são tão burros que ainda não perceberam que a seguir a um grande nome na baliza da nossa selecção - Bento - só vem outro GRANDE: Moreira!!!

...e o teu Blog mudo!


Era como eu dizia no outro dia, se calhar ando com falta de lagartos, é que eu soube escolher os cunhados!
:)
Eh pá, podes não falar disto mas, por favor, diz qualquer coisinha, tá bem?

P. S. - Agradeço resposta. Via mail ou blog, tanto faz."

Posted at 21:36 by pcm
Comentários (2)

4.7.04
Boralá

- Faltam cinco horas para o início da final e a ansiedade já é muita. O facto de morar ao lado do estádio não ajuda: desde manhã que se ouvem buzinas, que se sente a efervescência.
- Anteontem deu-se um milagre: um amigo arranjou-me um bilhete! Agora, que já faço parte do grupo de 65000 privilegiados que assistirão ao jogo ao vivo, já nem consigo imaginar bem o cenário contrário: como seria estúpido, injusto e cruel, Portugal atingir a final duma competição maior do futebol mundial, essa final ser no meu país, na minha cidade, no estádio da minha rua, do clube do meu bairro, e eu não poder assistir ao jogo ao vivo! Muito, muito obrigado, LP!
- Ao que parece este será o último jogo de Rui Costa pela selecção. É pena. É fácil de ver - para quem quiser ser justo - que Rui Costa ainda é muito importante na selecção. Bastaria imaginar o cenário - que felizmente não se verificou, mas que podia facilmente ter acontecido - de Deco ter visto um amarelo no jogo contra a Holanda, para percebermos como Rui Costa (mesmo no banco) ainda é essencial. As outras alternativas, os outros 'herdeiros' que em tempos se vislumbraram, infelizmente (ainda?) não se confirmaram (Hugo Leal, Hugo Viana). Há também o Tiago, mas é outro tipo de jogador.
Ao Rui Costa temos que agradecer o futebol mas também a impecável postura, mais uma vez demonstrada durante este Europeu, e que merecia tudo menos a forma miserável como foi atacado após o primeiro jogo.
- Ainda tenho esperança de que Scolari o demova. Se assim não for, perdura a esperança de que o jogo de hoje seja apenas a primeira de muitas vezes em que, nos tempos mais próximos, o veja em acção no Estádio do nosso clube.
- Já há dias o disse mas espero não ter razão: temo que hoje, após o jogo, Figo lhe siga o exemplo. É que o Mundial vem já aí e depois deste Europeu tudo é (seria?) possível.
- Porque não cheguei a fazer esse balanço, aqui ficam umas curtas impressões sobre o jogo da meia-final. Primeiro Figo. Porque foi, de caras, o primeiro. A jogar, a lutar, a comandar a equipa. Depois Maniche. Porque marcou um golo extraordinário (espero que o irresponsável que impediu que o víssemos em directo já tenha sido despedido) e porque, mais uma vez, se fartou de jogar. Depois os outros todos que fizeram da meia-final o jogo mais fácil para Portugal até agora (não tivesse sido o azar de Jorge Andrade...)
- Não foi só no golo de Maniche; as transmissões dos jogos têm sido muito fracas. Parece que há falta de meios o que não pode ser o caso. Faltam câmaras para mostrar com mais frequência e oportunidade os bancos, para ilustrar convenientemente o verdeiro ambiente dos estádios, para mostrar outras visões dos lances (um exemplo: o famigerado golo que não se viu, foi comemorado por Ricardo com uma sequência de saltos mortais. Tambném ninguém viu.) Igualmente 'brilhante' tem sido o timing dos canais portugueses que cortam o directo logo a seguir ao apito do árbitro. No fim da meia-final, e em vez dos festejos no campo, tivemos que levar com um minuto de auto-promoção da RTP. Miserável.
- E pronto. Para já é tudo. Bora lá.



Posted at 14:56 by pcm
Comentários (3)

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